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Toscana · 27 a 29 de novembro de 2026 · Villa Tiberini, Torrita di Siena
Um retiro de bem-estar e mindfulness num vinhedo da Toscana, para quem vive emoções intensas que às vezes transbordam. Slow living, natureza e práticas baseadas em evidências para aprender, no corpo e não só na cabeça, a trazer o sistema nervoso de volta ao equilíbrio.
O retiro
Este retiro foi pensado para quem vive emoções intensas que às vezes transbordam: ansiedade, cansaço, tristeza, uma cabeça que não para. Cada atividade da programação tem um objetivo preciso e se baseia em abordagens estudadas pela pesquisa científica: a Terapia Comportamental Dialética (DBT), a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), a Terapia do Esquema, a mindfulness, a terapia focada na compaixão e as intervenções baseadas no contato com a natureza e com o corpo.
O fio que une todas as atividades é um só: aprender a reconhecer em que estado está o próprio sistema nervoso e ter ferramentas concretas para trazê-lo de volta ao equilíbrio. Não só entender com a cabeça, mas experimentar no corpo, para que continue disponível também nos momentos difíceis.
O trabalho não termina no domingo. Depois do retiro, o percurso continua num pequeno grupo online, em que verificamos juntos se o que foi aprendido funciona de verdade no dia a dia.
Um conceito central
A “janela de tolerância” (Siegel, 1999) descreve a zona em que conseguimos sentir as emoções sem sermos arrastados por elas. Acima da janela está a hiperativação: agitação, alarme, raiva, pensamentos acelerados. Abaixo está a hipoativação: vazio, distanciamento, desligamento. Quem viveu estresse prolongado ou experiências traumáticas costuma ter uma janela mais estreita. Todas as atividades do retiro servem para alargá-la, um pouco de cada vez (Ogden, Minton & Pain, 2006).



A programação
Toque em cada atividade para ler o que fazemos e por que funciona.
O que fazemos
Uma caminhada sem destino pela propriedade, sozinho ou acompanhado, como o corpo preferir. A única indicação é perceber o chão sob os pés e o que está ao redor: cores, sons, aromas. Na volta, uma pergunta: o que você percebeu que normalmente teria passado despercebido?
Por que funciona
O grounding traz a atenção de volta aos sentidos e ao momento presente: é uma das primeiras ferramentas para voltar à janela de tolerância quando o alarme sobe. A natureza amplia o efeito. Um estudo publicado na PNAS mostrou que 90 minutos de caminhada num ambiente natural reduzem a ruminação e a atividade de uma área do cérebro ligada a ela, o que não acontece caminhando na cidade. Deixar livre a escolha de ficar sozinho ou acompanhado respeita o tempo de cada um: para quem é mais reservado ou neurodivergente, sentir-se livre já é regulador.
Referências: Kaplan, 1995; Bratman et al., 2015; Ogden et al., 2006
O que fazemos
Mãos na terra: semear, cuidar, tirar o que não serve mais, com atenção aos gestos e às sensações.
Por que funciona
Uma meta-análise de estudos sobre jardinagem encontrou efeitos positivos sobre ansiedade, depressão, humor e satisfação com a vida. O contato com a terra é um grounding natural, e o jardim oferece metáforas poderosas para o trabalho interior: cuidar, esperar, criar raízes, podar.
Referências: Soga et al., 2017
O que fazemos
Logo depois da jardinagem, cada um escreve livremente a partir de uma pergunta: o que o jardim me ensinou sobre como eu cuido de mim?
Por que funciona
A escrita expressiva é uma das intervenções mais estudadas em psicologia: colocar a experiência em palavras ajuda a organizá-la e a dar sentido a ela. Uma grande meta-análise confirma efeitos positivos sobre o bem-estar psicológico. Escrevemos de dia e a partir de uma experiência concreta, para trabalhar em profundidade sem pesar a noite e o sono.
Referências: Pennebaker & Beall, 1986; Frattaroli, 2006
O que fazemos
Uma prática suave, atenta ao trauma: nenhuma postura forçada, cada um escolhe quanto e como participar.
Por que funciona
A yoga sensível ao trauma ajuda a sentir de novo o corpo como um lugar seguro e treina a interocepção, a capacidade de perceber os sinais internos (respiração, batimentos, tensão). Num estudo controlado com pessoas com transtorno de estresse pós-traumático crônico, dez semanas de yoga reduziram os sintomas de forma significativa. Revisões com meta-análise indicam benefícios também para ansiedade e depressão.
Referências: van der Kolk et al., 2014; Emerson & Hopper, 2011; Cramer et al., 2013; Cramer et al., 2018
O que fazemos
O primeiro jantar é juntos, num clima informal.
Por que funciona
O sentimento de pertencimento e a sensação de não ser o único a viver certas dificuldades (“universalidade”) estão entre os fatores terapêuticos mais importantes dos grupos. Comer juntos na primeira noite cria coesão em pouco tempo. Nos dias seguintes as refeições são mais livres, para respeitar quem precisa de espaços tranquilos.
Referências: Yalom & Leszcz, 2005
O que fazemos
Ao redor do fogo, quem quiser conta em dois ou três minutos uma história em terceira pessoa: a história de alguém que atravessou uma dificuldade e encontrou um jeito de seguir em frente. Pode ser a própria ou a de outra pessoa, e ninguém pergunta de quem é. Quem escuta diz apenas o que ficou: uma imagem, uma palavra. Nenhum conselho, nenhuma interpretação. Fechamos com um chá sem cafeína.
Por que funciona
Chamamos de “fireside therapy” a terapia de grupo feita ao redor do fogo. O fogo não é o método, mas um contexto que o favorece. Um estudo antropológico publicado na PNAS observou que, de dia, as comunidades de caçadores-coletores falam sobretudo de trabalho e conflitos, enquanto ao redor do fogo contam histórias que criam vínculos e transmitem significado. Outro estudo mostrou que olhar e ouvir um fogo baixa a pressão arterial e favorece o relaxamento. Falar de si em terceira pessoa é uma forma de “distanciamento de si”: os estudos mostram que reduz a reatividade emocional e ajuda a olhar a própria experiência com mais clareza, sem se afogar nela. Escutar sem comentar retoma a prática das “testemunhas externas” da terapia narrativa, que faz a pessoa se sentir vista e acolhida sem se expor demais. O fogo, com seu calor e sua luz suave, ativa o que a terapia focada na compaixão chama de sistema de calma e cuidado. O chá final é um exercício de autoconforto da DBT com os cinco sentidos, que acompanha o corpo rumo ao sono.
Referências: Wiessner, 2014; Lynn, 2014; Kross et al., 2014; Kross & Ayduk, 2017; White, 2007; Gilbert, 2010; Linehan, 2015
O que fazemos
Uma prática breve antes do café da manhã, para acordar o corpo com gentileza.
Por que funciona
Começar o dia escutando o corpo ajuda a partir de um estado regulado. As práticas que unem movimento e respiração lenta atuam sobre o sistema nervoso autônomo e sobre os sistemas de resposta ao estresse.
Referências: Streeter et al., 2012; Cramer et al., 2018
O que fazemos
Cozinhamos juntos um prato da tradição toscana, com atenção aos aromas, às texturas e aos gestos.
Por que funciona
Cozinhar com atenção plena treina a mindfulness na vida cotidiana, não só no tapetinho. Uma revisão sistemática sobre intervenções de culinária encontrou benefícios para a autoestima, a socialização e o humor. Na DBT, construir experiências prazerosas e de competência faz parte das habilidades que reduzem a vulnerabilidade emocional.
Referências: Farmer et al., 2018; Linehan, 2015
O que fazemos
O tempo livre faz parte do método, não é um vazio na programação.
Por que funciona
Descansar permite ao sistema nervoso integrar o que foi vivido de manhã e prepara para a tarde, mais intensa.
O que fazemos
Durante a pausa, quem quiser visita a cantina e o vinhedo da família que hospeda o retiro. A degustação é opcional e é possível escolher suco de uva no lugar do vinho.
Por que funciona
É um momento de prazer consciente. A degustação lenta retoma um exercício clássico dos programas de mindfulness (a uva-passa do protocolo MBSR) e as habilidades da DBT de “observar” e “descrever”: olhar, sentir, saborear com calma e sem julgamento. É opcional porque o álcool pode interferir na regulação emocional e em alguns medicamentos, e porque escolher livremente o que fazer com o próprio tempo faz parte do trabalho: escutar do que se precisa, mesmo que seja descansar.
Referências: Kabat-Zinn, 1990; Linehan, 2015
O que fazemos
O grupo se divide em dois. Uma metade trabalha com o cavalo, acompanhada pela psicoterapeuta e pelo condutor do animal; a outra metade sai com a câmera ou o celular para fotografar livremente o que chamar a atenção. Depois os grupos trocam.
Por que funciona
O cavalo reage ao estado emocional de quem está perto dele: torna-se um espelho imediato do próprio nível de ativação e uma oportunidade de experimentar a corregulação. As revisões sistemáticas indicam efeitos promissores das intervenções assistidas com cavalos, embora as evidências ainda sejam preliminares. A atividade segue as Diretrizes nacionais italianas para as Intervenções Assistidas com Animais, com um profissional dedicado ao manejo do animal. A fotografia terapêutica usa a imagem como caminho para olhar a própria experiência de outra perspectiva: escolher o que enquadrar já é um exercício de atenção e de expressão de si.
Referências: Linee guida nazionali IAA, 2015; Kendall et al., 2015; Weiser, 1993
O que fazemos
Posturas apoiadas e pausas longas, para descarregar o dia.
Por que funciona
O sábado é o dia emocionalmente mais intenso. Uma prática lenta e apoiada ajuda o corpo a “digerir” o que surgiu e favorece a passagem para um estado de calma antes da noite.
Referências: Streeter et al., 2012
O que fazemos
O segundo encontro de fireside therapy é uma conversa ao redor do fogo, não uma aula: que mensagem cada emoção traz? Do que ela precisa? As emoções não devem ser reprimidas nem eliminadas: são uma bússola que orienta.
Por que funciona
Na DBT, as emoções têm funções precisas: comunicam aos outros, nos preparam para a ação e nos dão informações sobre o que importa para nós. Reconhecê-las e dar um nome a elas é o primeiro passo para regulá-las. A terapia focada nas emoções mostra que a mudança passa por acolher as emoções, não por combatê-las. Fechamos de novo com o chá e o autoconforto pelos sentidos.
Referências: Linehan, 2015; Greenberg, 2002
O que fazemos
Uma prática lenta e relaxante, com sequências inspiradas na saudação à lua.
Por que funciona
Na última manhã o corpo recolhe o que viveu. Movimento lento e respiração profunda favorecem um estado de calma e presença, a melhor base para o trabalho de grupo que vem a seguir.
Referências: Streeter et al., 2012
O que fazemos
É o coração prático do retiro. Aprendemos a reconhecer quando saímos da janela de tolerância e o que fazer nesse momento, com as habilidades de tolerância ao mal-estar da DBT. Depois, cada um escreve uma ou duas frases para inserir o grounding no próprio dia, por exemplo: “Quando eu ligar a cafeteira de manhã, então faço três respirações sentindo os pés no chão”. Nenhum objetivo grande, nenhuma lista de metas: só pequenos gestos ligados a momentos que já existem na rotina. Cada um leva para casa as suas frases num cartãozinho.
Por que funciona
Muita gente conhece as técnicas, mas não consegue usá-las no momento crítico. As habilidades de crise da DBT foram pensadas justamente para esse momento. As “intenções de implementação” (planos do tipo “quando… então…”) estão entre as estratégias mais estudadas para transformar uma intenção em hábito: uma meta-análise com quase cem estudos mostra um efeito de médio a grande. Ligar o gesto a um momento concreto do dia evita a ansiedade de desempenho que nasce de metas ambiciosas demais.
Referências: Siegel, 1999; Linehan, 2015; Gollwitzer, 1999; Gollwitzer & Sheeran, 2006
O que fazemos
No bosque com o cão trufeiro, seguindo o faro e o ritmo dele.
Por que funciona
É uma experiência de presença na natureza e de prazer compartilhado. Na DBT, acumular experiências positivas é uma habilidade de verdade, porque nos deixa menos vulneráveis às emoções difíceis. O bosque, como a caminhada do primeiro dia, favorece a recuperação da atenção.
Referências: Linehan, 2015; Kaplan, 1995
O que fazemos
Antes de sentar à mesa, o grupo se fecha em círculo: o que eu levo comigo? É apresentado o grupo online que continua depois do retiro. Todas as informações são dadas também por escrito, para que cada um decida com calma.
Por que funciona
Um encerramento cuidadoso ajuda a consolidar a experiência e a se despedir bem do grupo. Além disso, um dos objetivos centrais da DBT é a “generalização”: levar as habilidades da sala de terapia para a vida real. O grupo online serve exatamente para isso, verificar com o tempo se o que foi aprendido funciona de verdade no dia a dia.
Referências: Yalom & Leszcz, 2005; Linehan, 2015
O que fazemos
O retiro termina à mesa, com as trufas encontradas juntos.
Por que funciona
Celebrar juntos fixa a lembrança da experiência num momento positivo e de pertencimento.
Depois do retiro
O grupo online é uma forma de manter contato depois do retiro. Não é obrigatório, mas é recomendável participar: é o espaço para contar o que ajudou você a colocar no dia a dia o que aprendeu a fazer no retiro, e para verificar juntos se continua funcionando com o tempo.
Onde
O retiro acontece na Villa Tiberini, uma propriedade de cerca de 50 hectares entre campos, olivais e bosque em Torrita di Siena, administrada pela família da vinícola Tiberini.
Para mais informações e para a reserva, fale diretamente com a Villa:
+39 0578 716112 · +39 375 906 7985
booking@tiberiniwine.com
Loc. La Pece, 53049 Torrita di Siena (SI)
Parceiros no Instagram
O retiro é uma intervenção de grupo conduzida por uma psicoterapeuta e não substitui a psicoterapia individual quando ela é necessária. Toda atividade é proposta, nunca imposta: sempre é possível escolher apenas observar.
Reservar pelo WhatsApp

Quem conduz
Psicóloga, psicoterapeuta e neuropsicóloga (Albo n. 11988) · professora de yoga
TCC · DBT · ACT · Terapia do Esquema
Perguntas frequentes
Experiências em grupo pequeno na natureza, yoga suave, culinária consciente, cavalos e caça às trufas, cada uma com um objetivo claro: aprender a reconhecer o estado do seu sistema nervoso e ter ferramentas concretas para trazê-lo de volta ao equilíbrio.
Ninguém é obrigado a beber. A visita à cantina e a degustação são opcionais, e sempre há suco de uva. Há opções vegetarianas, veganas e sem álcool.
Os valores são informados diretamente pela Villa Tiberini: escreva para eles pelo WhatsApp.
Não. Toda atividade é proposta, nunca imposta: sempre é possível escolher apenas observar.
Não. O celular não é recolhido, mas recomendamos usá-lo o mínimo possível durante o retiro: o estímulo digital constante é um dos pontos que trabalhamos.
Informações e reservas diretamente com a Villa Tiberini.
Todas as referências foram conferidas nas publicações originais.
Villa Tiberini · +39 0578 716112 · +39 375 906 7985