NARDENUm jardim para a mente, onde ciência e bem-estar se encontram.
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Narden / Ramos / 01

Narden Clinical

Cuidado clínico baseado em evidências

Atendimento clínico e neuropsicológico com tratamentos individualizados, fundamentados na compreensão funcional de cada caso e nas melhores evidências científicas disponíveis.

Agendar uma consulta O que tratamos Faz parte do nosso ecossistema
Paciente pensativo no sofá conversando com a psicóloga durante uma sessão

Onde atendemos

Presencial na Itália

RomaNápolesSalernoNocera InferioreFlorença

Online em todo o mundo

Sessões por videochamada, para quem está em qualquer país.

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Serviços

Psicodiagnóstico, psicoterapia e neuropsicologia personalizados

Psicodiagnóstico

Avaliação clínica aprofundada para compreender os sintomas, chegar a um diagnóstico preciso e orientar o tratamento.

Psicoterapia individual

Tratamento individualizado, a partir da compreensão funcional de cada caso.

Avaliação neuropsicológica

Investigação de atenção, memória, linguagem e funções executivas para apoiar diagnóstico e planejamento.

Reabilitação neuropsicológica

Intervenções para estimular e compensar funções cognitivas na vida cotidiana.

Terapia de casal e sexologia

Para compreender os padrões da relação e construir formas mais saudáveis de se relacionar e viver a própria sexualidade.

Menina emburrada no sofá enquanto a mãe brinca com a irmã mais nova

Psicoterapia familiar

Dinâmicas disfuncionais nas relações familiares provocam e alimentam sintomas. Trabalhamos com a família para compreendê-las e transformá-las.

Jovem sorridente sentada no chão sob um caminho embaralhado entre os pontos A e B

Jovens, estudos e carreira

Parte do trabalho com a família é ajudar o jovem, e os pais, a aceitar que as primeiras escolhas nem sempre definem os estudos e a carreira para sempre. Ajudamos o jovem a sair do lugar de “não estou pronto o suficiente”, a colocar os planos em prática e a não desistir só porque não tolera uma matéria de que não gosta: muitas vezes, na carreira, ele nem vai precisar dela. Escolher também é experimentar, errar e ajustar a rota.

Adolescente encolhida na cama, com o rosto entre os joelhos

Psicoterapia para adolescentes

A partir dos 14 anos. A adolescência é uma fase de mudanças intensas, no corpo, nas amizades, na identidade e na escola, e o sofrimento muitas vezes aparece como isolamento, irritabilidade, queda no rendimento ou uso excessivo de telas. Oferecemos um espaço próprio e confidencial para o jovem, com momentos combinados de participação da família.

Terapia em grupo

O suporte e a experiência dos outros também curam. No grupo, a pessoa percebe que não está sozinha, aprende com quem vive situações parecidas e treina habilidades em um ambiente seguro, como nos grupos de habilidades da DBT.

Tecla azul de teclado com a palavra Psychotherapy

Psicoterapia online

Atendimento por videochamada com a mesma qualidade e o mesmo sigilo do presencial, e eficácia comparável para muitos quadros. As vantagens: nada de deslocamento ou trânsito, horários mais flexíveis, continuidade do tratamento em viagens e mudanças de cidade ou de país, atendimento no próprio idioma para quem vive no exterior e mais conforto para quem tem ansiedade social, dor crônica ou mobilidade reduzida.

Mãos dadas em círculo durante uma sessão de grupo

Sessões com a participação de familiares, parceiro ou amigos

Na psicoterapia individual, algumas sessões podem contar com pessoas importantes da vida do paciente: para compreender melhor o contexto, fazer psicoeducação sobre o que a pessoa está vivendo, treinar uma conversa difícil, combinar como apoiar nas crises ou reparar um conflito.

Como funciona: a participação só acontece se o paciente quiser. Antes, paciente e terapeuta combinam juntos o objetivo do encontro, quem vem, o que será e o que não será falado (o sigilo continua protegido) e como a sessão será conduzida: abertura, objetivos, espaço para cada um falar e um fechamento com próximos passos. Não é um tribunal: o terapeuta cuida para que a sessão fortaleça o tratamento.

Psicóloga mostrando cartões com rostos triste e feliz para uma criança

Parent training: educar para as emoções

Orientamos os pais a ensinar os filhos a reconhecer, nomear e aceitar as emoções, e a se autorregular sem recorrer a jogos, comida, compras ou outros comportamentos disfuncionais. Os pais ensinam sobretudo pelo exemplo: quando mostram as próprias emoções com naturalidade, os filhos aprendem que sentir é permitido.

Tristeza. O filho chama o pai para brincar, e o pai responde: “Hoje o papai está se sentindo triste, e tudo bem. Quando estou triste, gosto de ficar mais quietinho. Quer assistir a um filme comigo?” Assim, quando a criança se sentir triste, vai dividir a emoção com o pai, sem escondê-la e, o mais importante, contando o porquê. Esse canal aberto também protege a criança de situações de abuso.

Raiva. O pai nomeia a emoção do filho: “Você sofreu uma injustiça, e é normal sentir raiva. Quando eu sinto raiva, gosto de correr. E você, o que gosta de fazer? Quer correr no parque, e depois vamos contar ao seu coleguinha por que você se sentiu assim e qual é o seu limite?”

Como trabalhamos

Uma abordagem integrativa e baseada em evidências

Cada tratamento segue cinco princípios.

Transdiagnóstico

Em vez de tratar cada diagnóstico isoladamente, olhamos para os processos que mantêm o sofrimento e são comuns a vários transtornos, como evitação, ruminação, autocrítica e desregulação emocional.

Integrativo assimilativo

Partimos de um modelo de base sólido, a terapia cognitivo-comportamental, e incorporamos técnicas de outras abordagens, como a DBT e a Terapia do Esquema, quando o caso pede, sempre de forma coerente com a formulação do caso.

Prático

Sessões orientadas para mudanças concretas: habilidades treinadas em sessão e exercícios para levar para o dia a dia.

Baseado em evidências

Intervenções com eficácia demonstrada pela pesquisa científica, combinadas com a experiência clínica e com as preferências de cada paciente.

Centrado no paciente

Objetivos, ritmo e decisões construídos junto com a pessoa, respeitando sua história, seus valores e o momento que está vivendo.

Desenho em lousa de duas cabeças: uma com pensamentos embaralhados, outra com uma espiral organizada

Por que integrativa

Quando a técnica sozinha não basta: a desorganização mental

Há momentos em que a mente parece um novelo embaraçado: pensamentos que se atropelam, emoções intensas e contraditórias, dificuldade de dar sentido ao que se vive. Nesses casos, as técnicas comportamentais, sozinhas, nem sempre resolvem: antes de mudar o comportamento, a pessoa precisa se sentir compreendida e organizar a própria experiência.

É aí que a terapia dialética (DBT) e a abordagem humanista complementam o trabalho, com validação, aceitação e uma relação terapêutica segura, enquanto a parte comportamental ajuda a construir mudanças concretas. Por isso a nossa terapia é integrativa: a ferramenta se adapta à pessoa, e não o contrário.

Avaliação funcional

Nem todo sofrimento é um transtorno, mas todo comportamento tem uma função

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com um transtorno mental: cerca de 1 em cada 8. Muitas das pessoas que sofrem não têm uma psicopatologia, e sim comportamentos disfuncionais: procrastinar, evitar conflitos, comer ou beber para lidar com as emoções, perfeccionismo, explosões de raiva, dificuldade de dizer não.

A avaliação funcional investiga, para cada comportamento, o que o desencadeia, para que ele serve (que alívio ou ganho traz) e o que o mantém. Assim, a intervenção vai direto ao mecanismo, e não só ao sintoma.

Tratar cedo é prevenir: deixados sem cuidado, esses comportamentos podem evoluir para transtornos de ansiedade, depressão, dependências e transtornos alimentares.

Psiquiatra de jaleco analisando um frasco de medicamento à mesa, com livros de psicofarmacologia e psiquiatria

Psicoterapia e psiquiatria

O cuidado com o psiquiatra durante a psicoterapia

Quando é necessário, trabalhamos em conjunto com psiquiatras de confiança. O que dizem os estudos:

  • Na fase aguda, a psicoterapia é tão eficaz quanto os medicamentos na depressão e na ansiedade, e mais eficaz no TOC (1, 2).
  • A psicoterapia tem menos abandonos que o tratamento só com remédio (2, 3).
  • Seus efeitos duram mais: depois do fim do tratamento, quem fez TCC recai menos do que quem interrompe o antidepressivo (4).
  • Juntos são melhores: psicoterapia mais medicação supera a medicação sozinha na depressão, no transtorno do pânico e no TOC, com benefícios que se mantêm por até dois anos (5); na depressão, supera também cada tratamento isolado (3, 6).

Por isso, quando a medicação é indicada, ela não substitui a psicoterapia: as duas se somam.

Referências

1. Cuijpers P, Sijbrandij M, Koole SL, Andersson G, Beekman AT, Reynolds CF. The efficacy of psychotherapy and pharmacotherapy in treating depressive and anxiety disorders: a meta-analysis of direct comparisons. World Psychiatry. 2013;12(2):137-148. doi:10.1002/wps.20038

2. Cuijpers P, Oud M, Karyotaki E, et al. Psychologic treatment of depression compared with pharmacotherapy and combined treatment in primary care: a network meta-analysis. Ann Fam Med. 2021;19(3):262-270. doi:10.1370/afm.2676

3. Cuijpers P, Noma H, Karyotaki E, Vinkers CH, Cipriani A, Furukawa TA. A network meta-analysis of the effects of psychotherapies, pharmacotherapies and their combination in the treatment of adult depression. World Psychiatry. 2020;19(1):92-107. doi:10.1002/wps.20701

4. Cuijpers P, Hollon SD, van Straten A, Bockting C, Berking M, Andersson G. Does cognitive behaviour therapy have an enduring effect that is superior to keeping patients on continuation pharmacotherapy? A meta-analysis. BMJ Open. 2013;3(4):e002542. doi:10.1136/bmjopen-2012-002542

5. Cuijpers P, Sijbrandij M, Koole SL, Andersson G, Beekman AT, Reynolds CF. Adding psychotherapy to antidepressant medication in depression and anxiety disorders: a meta-analysis. World Psychiatry. 2014;13(1):56-67. doi:10.1002/wps.20089

6. Karyotaki E, Smit Y, Holdt Henningsen K, Huibers MJH, Robays J, de Beurs D, Cuijpers P. Combining pharmacotherapy and psychotherapy or monotherapy for major depression? A meta-analysis on the long-term effects. J Affect Disord. 2016;194:144-152. doi:10.1016/j.jad.2016.01.036

O que tratamos

Compreender para cuidar

Atuamos em diferentes condições e dimensões da saúde mental. O diagnóstico é importante: após uma avaliação diagnóstica acurada, feita junto com o paciente, ele recebe psicoeducação sobre o próprio funcionamento.

As psicopatologias têm alguns sintomas em comum, mas o funcionamento de cada paciente difere de pessoa para pessoa, de acordo com as características de personalidade, a história de vida, as tendências genéticas e os sintomas primários e secundários de cada transtorno.

Cada pessoa é mais do que um diagnóstico: o tratamento parte de quem ela é e do que a mantém em sofrimento.

Em resumo: do que cuidamos

  • Psicodiagnóstico e avaliação: psicodiagnóstico, diagnóstico diferencial, avaliação neuropsicológica
  • Transtornos do humor: depressão, transtorno bipolar, transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), burnout
  • Transtornos de ansiedade: ansiedade, ataques de pânico e transtorno de pânico, agorafobia, fobias, fobia social, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)
  • Transtornos de personalidade: tratamento dos transtornos e dos traços de personalidade: borderline, narcisista, evitativo
  • Transtornos alimentares: anorexia, bulimia, compulsão alimentar (binge eating), alimentação desordenada, imagem corporal
  • Trauma: TEPT e TEPT complexo, traumas de infância e estilo de apego
  • Regulação emocional: desregulação emocional, crises de raiva, comportamentos autolesivos, sensação de vazio
  • Neurodivergência: TDAH, autismo, dislexia, discalculia
  • Sono e dependências: transtornos do sono, alcoolismo e outras dependências
  • Relações e sexualidade: terapia de casal, ciúme patológico, relações abusivas, disfunções sexuais, LGBTQIA+
  • Infância, adolescência e família: psicoterapia para adolescentes, terapia familiar, orientação de pais
  • Dor, perdas e transições: luto, dor crônica, cuidados paliativos, aposentadoria
  • Neuropsicologia e psiquiatria: transtornos cognitivos, Alzheimer e demências, reabilitação cognitiva; com o psiquiatra, também transtornos psicóticos

Atendemos presencialmente em Roma, Nápoles, Salerno, Nocera Inferiore e Florença, e online no mundo todo.

Humor, emoções e estresse

Mulher chorando em sessão enquanto a psicóloga lhe oferece um lenço

Nem toda tristeza profunda é depressão

A tristeza é uma emoção saudável diante de perdas, decepções e mudanças, e pode ser muito intensa sem ser uma doença. Os transtornos do humor têm diferenças importantes entre si:

  • Tristeza e luto: têm um motivo, vêm em ondas e convivem com momentos de alívio; o valor próprio se mantém.
  • Depressão maior: humor deprimido ou perda do prazer quase todos os dias, por pelo menos duas semanas, com mudanças no sono, no apetite, na energia e na concentração, culpa, desesperança e prejuízo na vida.
  • Distimia: mais leve, mas dura dois anos ou mais; a pessoa chega a acreditar que “é o seu jeito”.
  • Depressão bipolar: episódios depressivos que se alternam com fases de euforia ou irritabilidade.
  • Transtorno de adaptação: sofrimento desproporcional depois de um evento estressante, que melhora com a adaptação.
  • TDPM: tristeza e irritabilidade intensas que aparecem só na fase pré-menstrual.

Por que diferenciar: cada quadro tem um tratamento diferente. Tratar como depressão o que é bipolaridade, ou transformar em doença uma tristeza normal, pode piorar a situação.

Homem com a mão no rosto, encostado à janela

Depressão

Tristeza persistente, cansaço, perda de interesse e de prazer, alterações do sono e do apetite, sensação de vazio e de falta de futuro. Na depressão e na distimia, o tratamento ajuda a entender o que mantém esse ciclo e a recuperar, passo a passo, atividade, sentido e vínculos.

A mesma mulher em dois polos: radiante ao sol e abatida no escuro

Transtorno bipolar

Alternância entre fases de humor elevado ou irritável, com muita energia, pouco sono e impulsividade, e fases depressivas. A psicoterapia, em diálogo com o psiquiatra, ajuda a reconhecer os sinais precoces, regular rotinas e sono e construir estabilidade.

Mulher em exposição múltipla, com três expressões de angústia e raiva

Transtorno bipolar em mulheres: um diagnóstico difícil

Nas mulheres, o transtorno bipolar costuma ser reconhecido mais tarde. Isso acontece porque:

  • os episódios depressivos tendem a predominar, e a pessoa procura ajuda na fase depressiva, sendo tratada como se tivesse “só” depressão;
  • são mais frequentes o tipo II (com hipomanias mais leves, que passam despercebidas ou até parecem fases boas), os ciclos rápidos e os episódios mistos, com agitação e tristeza ao mesmo tempo;
  • a irritabilidade e a instabilidade são confundidas com TPM, TDPM, ansiedade ou transtorno de personalidade borderline;
  • as fases de mudança hormonal, como o pós-parto e a perimenopausa, são períodos de maior risco de episódios.

O que fazemos: uma história de vida detalhada, o registro do humor (o calendário energético), atenção ao ciclo menstrual e às fases reprodutivas, e trabalho conjunto com o psiquiatra. Antidepressivos sem estabilizador de humor podem piorar o quadro bipolar: por isso o diagnóstico correto importa tanto.

Mulher com as mãos no rosto diante do notebook e de gráficos

Calendário energético

Para quem vive altos e baixos de humor e de energia, um registro diário simples (humor, energia, horas de sono, ciclo menstrual, medicação, álcool e acontecimentos importantes) transforma impressões vagas em padrões visíveis.

  • perceber cedo os sinais de virada: dormir menos, acelerar, se isolar;
  • identificar gatilhos e ciclos: sazonais, menstruais, de trabalho;
  • planejar a semana conforme a energia disponível: tarefas pesadas nos dias de mais energia e proteção dos dias de baixa;
  • levar dados concretos ao psicólogo e ao psiquiatra.

Base: o registro do humor e a regularidade dos ritmos diários fazem parte de abordagens como a terapia interpessoal e de ritmo social (IPSRT), desenvolvida para o transtorno bipolar.

Um homem em três estados emocionais: irritação, raiva e desespero

Regulação emocional

Emoções muito intensas, que mudam rapidamente ou parecem fora de controle, costumam afetar relações e decisões. Trabalhamos habilidades para reconhecer, tolerar e responder às emoções de forma mais eficaz.

Homem de óculos gritando com o punho cerrado

Desregulação emocional e ataques de raiva

A raiva em si é uma emoção saudável: sinaliza injustiça e nos ajuda a colocar limites. O problema é quando ela explode, rápido demais e alto demais. Um ataque de raiva costuma seguir sempre o mesmo caminho:

  • um gatilho (uma crítica, um atraso, um “não”);
  • uma interpretação automática: “estão me desrespeitando”, “é injusto”;
  • o corpo dispara: calor, coração acelerado, mandíbula travada;
  • um ponto sem volta, em que a pessoa “perde a cabeça”: grita, ofende, quebra coisas;
  • alívio rápido, seguido de culpa, vergonha e relações feridas.

Quando procurar tratamento: quando as explosões são frequentes ou desproporcionais, quando você se arrepende do que disse ou fez, quando as pessoas próximas passam a ter medo ou a pisar em ovos, ou quando há prejuízo no trabalho e nas relações. Com a DBT e a TCC, a pessoa aprende a reconhecer os sinais do corpo antes do ponto sem volta e a usar habilidades para baixar a intensidade (como STOP e TIP) e expressar o que sente sem destruir.

Comportamentos autolesivos: não é só borderline

Machucar o próprio corpo raramente é “chamar a atenção”. Na maioria das vezes é uma forma, que funciona a curto prazo e faz mal a longo prazo, de aliviar uma dor emocional insuportável, sair de um estado de vazio ou de dissociação, se punir ou expressar um sofrimento para o qual não há palavras. Como a função é regular emoções, a autolesão aparece em muitos quadros além do transtorno de personalidade borderline:

  • depressão e ansiedade intensa;
  • TEPT e TEPT complexo, sobretudo após trauma na infância;
  • transtornos alimentares;
  • autismo e deficiência intelectual, às vezes ligada à sobrecarga sensorial ou à dificuldade de comunicar o que sente;
  • comportamentos repetitivos focados no corpo, como arrancar cabelos (tricotilomania) ou cutucar a pele (dermatilomania);
  • uso de álcool e outras substâncias;
  • adolescentes sem nenhum diagnóstico, em momentos de grande sofrimento.

Tratamento: a DBT é a abordagem com mais evidência: entender a função do comportamento e construir, passo a passo, outras formas de atravessar as emoções. Se você está se machucando, não precisa enfrentar isso sozinho: fale conosco. Em caso de risco imediato, procure um serviço de emergência.

Homem sentado no chão, encostado numa parede vazia, olhando para cima

O sentimento de vazio

Não é tristeza nem tédio: é a sensação de um buraco por dentro, de não sentir nada, de não saber quem se é ou o que se quer. Muitas vezes a pessoa tenta preencher esse vazio com comida, compras, álcool, relações intensas ou telas. O vazio crônico aparece sobretudo:

  • no transtorno de personalidade borderline, em que faz parte dos critérios diagnósticos;
  • na depressão, como perda de sentido e de prazer;
  • no transtorno de personalidade narcisista, quando a admiração dos outros falta;
  • no trauma complexo e na dissociação, como desconexão de si mesmo;
  • nas dependências e nos transtornos alimentares, como algo que o comportamento tenta calar.

Reestruturação pessoal: o tratamento não tenta “encher” o vazio de fora para dentro. Trabalhamos a consciência das emoções, os valores pessoais (o que realmente importa para você), a identidade e relações mais autênticas, para que a vida volte, aos poucos, a ter conteúdo próprio.

Mulher curvada de dor, com os braços sobre a barriga

Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM)

Não é “só TPM”. Nos dias que antecedem a menstruação surgem irritabilidade, tristeza, ansiedade, mudanças bruscas de humor e sensação de perda de controle, que melhoram quando o ciclo começa. O TDPM é reconhecido nos manuais diagnósticos (DSM-5-TR e CID-11) e está ligado a uma sensibilidade maior do cérebro às variações hormonais normais do ciclo.

O que dizem as pesquisas recentes: o TDPM é bem mais frequente e mais intenso em quem tem TDAH, autismo ou outras neurodivergências, e também em quem convive com ansiedade, depressão ou histórico de trauma. Por isso o investigamos com atenção nesses casos, com diário do ciclo, estratégias de regulação emocional e trabalho conjunto com ginecologista e psiquiatra.

Paciente sorrindo durante uma sessão de psicoterapia
Pessoa de terno com um fósforo queimado no lugar da cabeça, diante do computador

Burnout

Exaustão física e emocional, distanciamento ou cinismo em relação ao trabalho e a sensação de não dar mais conta: é o resultado de um estresse no trabalho que se acumulou sem recuperação suficiente. A CID-11 reconhece o burnout como um fenômeno ligado ao trabalho. Trabalhamos limites, recuperação de energia, perfeccionismo e a volta ao trabalho, ou a mudança, de forma sustentável.

Ansiedade e obsessões

Mulher sentada no chão, com a mão na testa

Ansiedade

Preocupação constante, crises de pânico, fobias e evitação podem tornar a vida cada vez menor. Com abordagens baseadas em evidências, aprende-se a lidar com a incerteza e a voltar a se aproximar daquilo que importa.

Mulher cobrindo o rosto no meio de uma multidão em movimento

Fobia social (ansiedade social)

Medo intenso de ser julgado, avaliado ou de passar vergonha diante dos outros: falar em público, comer na frente de alguém, entrar numa sala cheia, falar ao telefone, puxar conversa. Vêm o rubor, o tremor, a mente em branco e, depois, horas revivendo o que se disse. Para não sofrer, a pessoa evita, e a vida vai ficando menor. A TCC é o tratamento de primeira escolha: exposição gradual, menos atenção voltada para si mesmo e abandono dos “comportamentos de segurança”.

Mulher com a mão no peito, com falta de ar durante uma crise

Transtorno do pânico

Crises súbitas de medo intenso, com coração disparado, falta de ar, tontura, formigamento e a sensação de que vai morrer, desmaiar ou enlouquecer. Depois da primeira crise, surge o medo de ter outra, e a pessoa passa a evitar lugares e situações, como transporte, multidões ou sair sozinha. A TCC ensina a entender o que acontece no corpo, a deixar de temer as sensações e a voltar, aos poucos, aos lugares evitados.

Mulher com a mão no peito e expressão de mal-estar

Ataque de pânico, transtorno do pânico e agorafobia: qual é a diferença?

São três coisas diferentes, que muitas vezes aparecem juntas:

  • Ataque de pânico: uma onda súbita de medo intenso que chega ao pico em poucos minutos, com coração disparado, falta de ar, tontura e medo de morrer ou de enlouquecer. Um ataque isolado pode acontecer com qualquer pessoa e em vários quadros, não é um diagnóstico em si.
  • Transtorno do pânico: ataques que se repetem de forma inesperada, seguidos por pelo menos um mês de medo de ter novas crises ou de mudanças no comportamento para evitá-las.
  • Agorafobia: medo e evitação de situações em que seria difícil sair ou conseguir ajuda: transporte público, lugares abertos ou fechados, filas e multidões, sair de casa sozinho. Pode existir com ou sem transtorno do pânico.

Por que diferenciar: o tratamento muda. Na agorafobia, o centro é a exposição gradual às situações evitadas; no transtorno do pânico, aprender a não temer as sensações do próprio corpo.

Mulher com luvas de borracha limpando a bancada com expressão de angústia

TOC (transtorno obsessivo-compulsivo)

Pensamentos, imagens ou medos intrusivos que geram muita angústia (obsessões) e comportamentos ou rituais repetidos para aliviá-la, como limpar, verificar, organizar ou contar (compulsões). O alívio dura pouco e o ciclo fica cada vez mais forte. A exposição com prevenção de resposta, dentro da TCC, é o tratamento psicológico com maior evidência para o TOC.

Blocos de madeira formando a sigla OCD

Os diferentes tipos de TOC

O TOC não é só mania de limpeza. Ele pode assumir muitas formas, e reconhecer o próprio tipo já alivia: a pessoa entende que não está “ficando louca”, e sim presa em um ciclo que tem tratamento.

  • Contaminação e limpeza: medo de germes, sujeira ou doenças, com lavagens e limpezas repetidas.
  • Orientação sexual: dúvidas obsessivas e angustiantes sobre ser ou não homossexual (ou heterossexual), que não correspondem a um desejo, e sim ao medo; a pessoa se “testa” e busca certezas o tempo todo.
  • Controle sobre objetos: verificar portas, gás e aparelhos; manter ordem, simetria e a posição “certa” das coisas; contar ou repetir até “sentir que está certo”.
  • Controle sobre pessoas: medo de que algo de ruim aconteça a quem se ama, necessidade de saber onde o outro está, dúvidas obsessivas sobre o parceiro ou a relação, medo de causar dano a alguém.
Homem com as mãos na cabeça atrás de uma pilha enorme de pastas

Procrastinação

Adiar o que importa, mesmo sabendo das consequências, raramente é preguiça: costuma ser uma forma de fugir de emoções desconfortáveis, como medo de errar, tédio ou sobrecarga. Trabalhamos o que está por trás do adiamento e estratégias práticas para começar e concluir tarefas.

Sono e dependências

Mulher acordada na cama, no escuro, olhando para o vazio

Transtornos do sono

Dormir mal é hoje um dos maiores problemas de saúde da humanidade. A dificuldade tem muitas formas:

  • deitar e não conseguir desacelerar a cabeça;
  • ansiedade e dificuldade para pegar no sono;
  • acordar várias vezes durante a noite;
  • acordar de madrugada e não conseguir voltar a dormir;
  • sonhos muito vívidos ou pesadelos;
  • dormir as horas “certas” e mesmo assim acordar cansado.

As consequências: pior memória e concentração, irritabilidade, emoções à flor da pele, mais ansiedade e depressão, mais fome e vontade de doces, dor, queda da imunidade e maior risco de acidentes e de doenças cardiovasculares e metabólicas.

Por que a higiene do sono não basta: apagar as telas e ter horários regulares ajuda, mas raramente resolve sozinho. O sono precisa ser trabalhado em 360 graus: TCC para insônia (o tratamento de primeira escolha), ritmo biológico e exposição à luz, ansiedade e ruminação, regulação emocional, pesadelos e trauma, alimentação e atividade física, e avaliação médica de outras causas, como a apneia do sono.

Taça de vinho em primeiro plano e, ao fundo, uma mulher com a mão na cabeça

Alcoolismo (transtorno por uso de álcool)

Começa muitas vezes como forma de relaxar, dormir ou suportar emoções difíceis, e aos poucos a pessoa precisa beber mais, perde o controle sobre quando parar e continua mesmo com prejuízos na saúde, no trabalho e nas relações. Costuma andar junto com ansiedade, depressão e trauma. O tratamento combina entrevista motivacional, TCC e prevenção de recaída, em conjunto com o médico (a interrupção pode exigir acompanhamento médico), e inclui apoio à família.

Silhueta de um homem com a cabeça apoiada no braço, segurando um copo ao lado de uma garrafa

O álcool como anestesia emocional

Muitas vezes o álcool não é buscado pelo prazer, mas como anestesia: para não sentir a ansiedade, a tristeza, a raiva ou a solidão, para tolerar o desconforto de estar consigo mesmo. Funciona por alguns minutos e cobra caro depois: mais ansiedade no dia seguinte, sono pior, impulsividade e culpa.

A relação com a regulação emocional: quem tem mais dificuldade em reconhecer, tolerar e regular as emoções corre mais risco de usar o álcool como estratégia. Por isso o tratamento não é só “parar de beber”: é aprender outras formas de atravessar o desconforto, como as habilidades de tolerância ao mal-estar e de regulação emocional da DBT.

Trauma

Mão escrevendo Post-Traumatic Stress Disorder

TEPT (transtorno de estresse pós-traumático)

Pode surgir depois de um evento em que a pessoa sentiu a própria vida, ou a de alguém, em perigo: um acidente, um assalto, uma catástrofe, um parto traumático, a morte repentina de alguém próximo ou ter estado perto da morte. A lembrança volta como se estivesse acontecendo de novo (flashbacks e pesadelos), a pessoa evita tudo o que lembra o evento e vive em estado de alerta. Os tratamentos focados no trauma têm forte evidência de eficácia.

TEPT complexo (TEPT-C)

Nasce de traumas repetidos ou prolongados, dos quais era difícil ou impossível escapar: bullying, abuso, negligência ou violência dentro de casa ou em um relacionamento. Além dos sintomas do TEPT, afeta a forma de regular as emoções, de se ver (vergonha, culpa, sentir-se sem valor) e de confiar nos outros. O cuidado começa pela segurança e pela estabilização e avança, no tempo de cada pessoa, para o processamento.

Qual é a diferença? No TEPT, o centro é a memória de um evento. No TEPT complexo, reconhecido pela CID-11, o trauma repetido também atinge a identidade, as emoções e os vínculos. Por isso o tratamento costuma ser mais longo e organizado em fases.

Neurodivergência

Mulher pensativa com um cérebro colorido de engrenagens desenhado na cabeça

Autismo e neurodivergências

Autismo, TDAH, altas habilidades, dislexia e outras formas de funcionamento neurológico são maneiras diferentes de perceber, sentir e processar o mundo, e não defeitos a corrigir. A avaliação ajuda a compreender esse perfil, com suas forças e dificuldades, e o acompanhamento apoia a pessoa a viver de acordo com o próprio funcionamento.

Pessoa com as mãos na cabeça diante do celular e do computador

TDAH

Desatenção, impulsividade, inquietação e dificuldade de organização e de gestão do tempo, que aparecem desde a infância e muitas vezes continuam na vida adulta. A avaliação confirma o diagnóstico e mapeia o perfil de cada pessoa; o acompanhamento constrói estratégias práticas para os estudos, o trabalho e as relações, em diálogo com o psiquiatra quando há medicação.

Jovem pensativa diante do notebook, com dezenas de setas desenhadas na parede atrás

TDAH e desorganização mental

É como ter muitas abas abertas ao mesmo tempo: as ideias chegam juntas, tudo parece urgente, começa-se mil coisas e termina-se poucas, perde-se o fio no meio da tarefa. Não é falta de vontade nem de inteligência: é uma dificuldade das funções executivas, que organizam, priorizam e sustentam a ação. Trabalhamos para tirar a organização de dentro da cabeça e colocá-la para fora (listas, quadros visuais, alarmes), dividir tarefas em passos pequenos, decidir prioridades e lidar com a frustração e a autocrítica.

Homem cobrindo o rosto com as mãos diante do computador, à noite

Não é TDAH: é cansaço mental digital

Nem toda dificuldade de concentração é TDAH. Celular, notificações, redes sociais e e-mails sequestram a atenção dezenas de vezes por dia e consomem a energia mental aos poucos. No fim do dia, não sobra energia para se concentrar no que é realmente importante e prioritário.

Como diferenciamos: no TDAH as dificuldades existem desde a infância e aparecem em vários contextos; no cansaço digital, elas surgem com o uso excessivo dos dispositivos e melhoram quando os hábitos mudam. A avaliação esclarece qual é o caso, e trabalhamos rotinas de proteção da atenção e de recuperação da energia.

Jovem preocupada, com as mãos unidas diante do rosto, conversando com o psicólogo

Não era TDAH: e agora, o que é?

Às vezes a avaliação não confirma o TDAH, e fica a pergunta: então por que não consigo me concentrar? A desatenção é um sintoma, não um diagnóstico, e pode ter muitas causas:

  • ansiedade e preocupação constante;
  • depressão;
  • trauma e estado de alerta permanente;
  • sono insuficiente ou transtornos do sono;
  • cansaço mental digital;
  • transtornos de aprendizagem, como dislexia e discalculia;
  • altas habilidades e tédio;
  • burnout;
  • causas médicas, como alterações da tireoide, anemia ou efeitos de medicamentos.

O próximo passo: uma avaliação clínica e neuropsicológica completa não para no “não é TDAH”: investiga o que é, para que o tratamento seja o certo.

Homem abatido segurando uma máscara preta durante a sessão

Masking (camuflagem social)

É o esforço, muitas vezes automático, de esconder o próprio jeito de ser para parecer “normal”: imitar expressões, ensaiar conversas, segurar movimentos e desconfortos sensoriais. É mais estudado no autismo, especialmente em mulheres e meninas, e é comum também no TDAH; aparece ainda na ansiedade social e em quem aprendeu, por trauma, que se mostrar é perigoso. Funciona por um tempo, mas cobra caro: exaustão, ansiedade, depressão, perda da própria identidade e diagnósticos que chegam tarde.

Desenho em giz de uma pessoa carregando uma bateria com 1% de carga

Energia e motivação na neurodivergência

Muitas pessoas neurodivergentes vivem com a bateria quase no fim: concentrar-se, filtrar estímulos e se adaptar ao ambiente consome muito mais energia. No TDAH, a motivação costuma depender do interesse, da novidade ou da urgência, e não da importância da tarefa. Trabalhamos a gestão de energia, rotinas realistas e pausas de recuperação, para prevenir a exaustão e o burnout.

Menino com as mãos na cabeça diante de uma lousa com letras embaralhadas

Dislexia

Transtorno específico da aprendizagem que afeta a leitura e a escrita: ler devagar, trocar ou inverter letras, cansar-se muito para entender um texto, mesmo com inteligência preservada e ensino adequado. Não é preguiça nem falta de esforço. A avaliação neuropsicológica identifica o perfil, e a intervenção e as adaptações na escola, na faculdade e no trabalho fazem uma grande diferença.

Menino com as mãos na cabeça diante de uma lousa com contas

Discalculia

Transtorno específico da aprendizagem da matemática: dificuldade persistente em entender o sentido dos números, fazer contas, memorizar a tabuada, ler as horas e lidar com dinheiro, mesmo com inteligência preservada e ensino adequado. Não é falta de esforço nem “não ser de exatas”, e costuma gerar muita ansiedade e vergonha na escola. A avaliação neuropsicológica identifica o perfil; a intervenção usa recursos concretos e visuais, e as adaptações escolares fazem diferença.

Mão robótica e mão humana tocando um cérebro iluminado

Tecnologia como apoio na neurodivergência

Lembretes, timers visuais, agendas digitais, leitura de textos em voz alta, aplicativos de organização e ferramentas de inteligência artificial podem funcionar como um apoio externo para as funções executivas. Ajudamos a escolher e usar esses recursos de forma personalizada, para que a tecnologia trabalhe a favor e não vire mais uma fonte de distração.

Cérebro formado por muitas mãos entrelaçadas, em preto e branco

Terapia de grupo para adultos autistas (nível 1 de suporte) e com TDAH

Um grupo pensado para o funcionamento neurodivergente, com regras claras, previsibilidade e respeito às necessidades sensoriais. Estar entre pessoas que funcionam de forma parecida traz alívio e pertencimento: não é preciso explicar tudo nem fazer masking.

  • trocar estratégias práticas de organização, energia e rotina;
  • treinar habilidades sociais e de comunicação num ambiente seguro;
  • trabalhar a autoestima ferida por anos de incompreensão;
  • construir uma identidade neurodivergente positiva, com forças e limites.

Alimentação e imagem corporal

Mulher comendo frango frito diante de hambúrgueres e do computador

Compulsão alimentar (binge eating)

Episódios em que se come uma grande quantidade de comida em pouco tempo, com sensação de perda de controle, seguidos de culpa e vergonha. A compulsão muitas vezes é uma forma de lidar com emoções difíceis: o tratamento trabalha essa função, a regularidade das refeições e a relação com o corpo.

Bulimia nervosa

Ciclos de compulsão alimentar seguidos de comportamentos para “compensar”, como vômitos, laxantes, jejum ou exercício excessivo, muitas vezes vividos em segredo. O tratamento interrompe esse ciclo e trabalha as emoções e a autoavaliação ligadas ao peso e à forma do corpo, em diálogo com médico e nutricionista.

Anorexia e outros transtornos alimentares

Na anorexia, a restrição alimentar e o medo intenso de engordar ocupam cada vez mais espaço. Essa e outras disfuncionalidades no comportamento alimentar envolvem muito mais do que comida: o tratamento considera emoções, pensamentos e comportamento, em diálogo com outros profissionais quando necessário.

Mãos amarradas com fita métrica sobre um prato vazio

Chew and Spit (mastigar e cuspir)

Mastigar alimentos, em geral muito calóricos, e cuspi-los antes de engolir, para sentir o sabor sem “absorver” as calorias. É um comportamento pouco conhecido e vivido com muita vergonha e segredo, por isso raramente é contado espontaneamente. Aparece sobretudo junto à restrição alimentar, à anorexia e à bulimia, e merece ser investigado e tratado com o mesmo cuidado.

Jovem segurando um cartaz escrito HELP diante de um prato com uma maçã

Comer transtornado

Mesmo depois do tratamento de um transtorno alimentar, muitas vezes ficam resquícios: contar calorias de cabeça, regras rígidas sobre o que “pode” e o que “não pode”, medo de certos alimentos, culpa depois de comer, checar o corpo no espelho, compensar com exercício. O comer transtornado também aparece em quem nunca recebeu um diagnóstico. Não é “frescura” nem detalhe: cuidar desses restos é o que previne a recaída e devolve uma relação tranquila com a comida.

Jovem comendo macarrão às pressas, sozinha, no banheiro

Regulação emocional através da comida

Comer para se acalmar, se consolar, se recompensar ou para não sentir. Muitas vezes acontece sem que a pessoa perceba:

  • no fim do dia, quando a tensão acumulada se solta;
  • diante do tédio ou da solidão;
  • depois de uma discussão ou de uma crítica;
  • com muito cansaço ou sono atrasado;
  • depois de dias de restrição, quando o corpo cobra;
  • beliscando no automático em frente às telas.

Como trabalhamos: registrar o que se sentia antes de comer, diferenciar a fome física da fome emocional, ampliar as estratégias de regulação e reduzir a restrição e a culpa que alimentam o ciclo.

Jovem sentada no chão do banheiro comendo pizza com expressão de angústia

Tirzepatida e o efeito rebote da compulsão alimentar

Medicamentos como a tirzepatida (Mounjaro) reduzem muito o apetite e ajudam a perder peso. Mas, quando são interrompidos, o apetite volta. No estudo SURMOUNT-4, quem passou da tirzepatida para placebo recuperou em média 14% do peso em cerca de um ano, enquanto quem continuou o tratamento seguiu perdendo peso (Aronne et al., JAMA, 2024). Se a função emocional da comida nunca foi trabalhada, a compulsão pode voltar com força.

Como prevenir o rebote: a psicoterapia deve acompanhar o tratamento desde o início, e não só no final: identificar os gatilhos emocionais da fome, construir uma alimentação regular sem restrição excessiva, desenvolver outras formas de regulação emocional e planejar com o médico a redução ou a interrupção do remédio. Nunca interrompa a medicação sem orientação médica.

Mulher magra que se vê com um corpo muito maior no espelho

Transtorno da autoimagem

Quando a imagem que vemos no espelho não corresponde ao corpo real, ou quando um detalhe da aparência ocupa a mente por horas, como na distorção da imagem corporal e no transtorno dismórfico corporal. Trabalhamos a forma como a pessoa se vê, se compara e se avalia, para que a aparência deixe de comandar a vida.

Relações, sexualidade e identidade

Mulher de braços cruzados olhando com desconfiança para um casal que conversa

Ciúme patológico

O ciúme vira problema quando é desproporcional, não depende de fatos e passa a comandar a relação: checar o celular e as redes sociais, interrogar, controlar horários e amizades, imaginar traições a partir de detalhes. Faz sofrer quem sente e quem é alvo. Por trás pode haver insegurança e medo do abandono, padrões de apego, trauma, uso de álcool ou um funcionamento obsessivo. Trabalhamos a tolerância à incerteza, a regulação emocional e a confiança, individualmente ou em casal; nos casos em que a convicção de traição é inabalável, em conjunto com o psiquiatra.

Homem desconfiado olhando por cima do ombro da parceira, que mexe no celular na cama

Relações amorosas e triangulação

A triangulação acontece quando um terceiro ocupa o lugar de uma conversa que o casal não consegue ter: um amante, um ex, uma amizade, um filho, a família de origem ou até o celular. Em vez de falar diretamente com o parceiro, a tensão é desviada: provocar ciúmes, buscar aliados, desabafar com outra pessoa, usar os filhos como mensageiros. Alivia a ansiedade por um tempo, mas impede que o problema seja resolvido. Na terapia, individual ou de casal, identificamos os triângulos e devolvemos a conversa a quem ela pertence.

Mulher tapando os ouvidos enquanto um homem grita com ela

Relações abusivas

Controle, humilhações, ciúme possessivo, isolamento dos amigos e da família, ameaças, ciclos de explosão e reconciliação. Com o tempo, a pessoa passa a duvidar de si mesma e da própria percepção.

Você não precisa esperar ter forças para sair para começar a terapia. O tratamento começa muito antes de a força crescer: estruturamos as áreas da sua vida, trabalhamos a autoestima e a cura pessoal e construímos uma rede de apoio sólida, para que, quando a decisão for tomada, você esteja segura e amparada.

Em caso de perigo imediato, procure ajuda: no Brasil, 190 ou 180 (Central de Atendimento à Mulher); na Itália, 112 ou 1522.

Jovem conversando com a psicóloga em sessão

LGBTQIA+ e o disclosure

Um espaço seguro e afirmativo, em que a orientação sexual e a identidade de gênero não são tratadas como problema. Muitas vezes o sofrimento vem de fora: preconceito, medo da rejeição, ter que se esconder.

Preparação para o disclosure: ajudamos a planejar a conversa com a família e os amigos: para quem contar primeiro, quando e como, ensaiar as palavras, antecipar reações, fortalecer a rede de apoio, cuidar da própria segurança e lidar com respostas difíceis. O tempo é sempre da pessoa.

Homem preocupado sentado na beira da cama, com a parceira deitada ao fundo

Disfunções sexuais

Pouco ou nenhum desejo, dificuldade de excitação, disfunção erétil, ejaculação precoce, dificuldade de chegar ao orgasmo, dor na relação (como no vaginismo). São muito mais comuns do que se fala, e quase sempre vêm acompanhadas de vergonha e silêncio.

Como trabalhamos: primeiro, uma avaliação médica para excluir causas físicas e efeitos de medicamentos (alguns antidepressivos, por exemplo). Depois, a terapia sexual trabalha a ansiedade de desempenho, crenças, a comunicação do casal e exercícios graduais, como o foco sensorial, individualmente ou em casal.

Casal sorridente e cúmplice, deitado sob o lençol

Psicologia da reprodução assistida

O caminho da reprodução assistida é feito de esperas, injeções, exames e muita expectativa a cada ciclo. É comum viver ansiedade intensa nos dias de espera pelo resultado, o luto de cada tentativa que não dá certo ou de uma perda gestacional, a pressão sobre o casal e uma sexualidade que passa a ter data marcada.

O suporte psicológico ajuda a: atravessar cada ciclo com menos sofrimento, proteger a relação do casal, tomar decisões difíceis (como doação de gametas ou quando parar o tratamento) e elaborar as perdas. As diretrizes europeias de reprodução humana (ESHRE) recomendam que o cuidado psicossocial faça parte do tratamento.

Infância, adolescência e família

Pessoas sentadas em círculo conversando durante uma sessão

Terapia familiar: as dinâmicas que adoecem

Muitos sintomas que aparecem em um filho, seja criança, adolescente ou adulto, nascem e se mantêm nas dinâmicas da família. Alguns padrões que encontramos com frequência:

  • Pais não humanizados. Quando os pais são vistos como perfeitos ou como vilões, e não como pessoas com limites, histórias e erros, o filho fica preso entre a idealização e a culpa. Humanizar os pais é o que permite colocar limites, perdoar quando for o caso e seguir em frente.
  • Expectativas e culpa. Expectativas que nunca foram ditas, mas sempre cobradas, e a culpa usada para manter os filhos perto ou obedientes geram filhos que vivem para não decepcionar.
  • Pais ambíguos e ansiedade crônica. Carinho e crítica, proximidade e rejeição, regras que mudam conforme o humor do adulto: a criança aprende a viver em alerta, tentando prever o que vem. Esse estado de vigilância constante muitas vezes se torna ansiedade crônica na vida adulta.
  • Pais que fazem tudo pelos filhos. Por amor, tiram do caminho todo desconforto. O filho não desenvolve tolerância ao incômodo, sente-se incapaz diante do primeiro obstáculo, e as inseguranças na autoestima e os transtornos de ansiedade encontram terreno fértil.
  • A ideia perfeita que paralisa. Pais com dificuldade em ser autênticos e realistas constroem uma imagem grandiosa do filho, que a absorve como sua. Mais tarde, ele trava: nada do que fizer será como aquela ideia. Realizar é traduzir uma ideia em realidade, e, como diz o ditado italiano, traduttore, traditore: traduzir é trair. Para não trair a ideia, e não sentir o desconforto de uma execução que nunca será 100% perfeita, a pessoa adia, não começa ou desiste. A terapia ajuda a tolerar o imperfeito e a trocar a ideia pela vida real.
Menina preocupada roendo as unhas, sentada à mesa

Quando a instabilidade familiar adoece a criança

Dor de barriga antes da escola, dor de cabeça, voltar a fazer xixi na cama, insônia, crises de birra, medos novos: nas crianças, o sofrimento muitas vezes fala pelo corpo e pelo comportamento. E todo sintoma tem uma função. Às vezes, quando a criança adoece, os pais param de brigar e se unem para cuidar dela: sem que ninguém perceba, o sintoma “funciona” e por isso se mantém.

O tratamento é com os pais: trabalhar o conflito do casal, a comunicação e a estabilidade da rotina tira da criança a tarefa de segurar a família. Sempre depois de uma avaliação pediátrica que exclua causas médicas.

Pais abraçando o filho emburrado, de braços cruzados, durante uma sessão com a psicóloga

Parent training para o transtorno opositivo-desafiador (TOD)

Crianças que discutem, desafiam regras, se irritam com facilidade e parecem fazer o contrário de propósito. O treinamento de pais é o tratamento de primeira escolha:

  • atenção e elogios específicos para os comportamentos positivos;
  • ordens claras e curtas, uma de cada vez;
  • consequências previsíveis e proporcionais, no lugar de gritos e ameaças;
  • rotinas e um “tempo especial” diário com a criança;
  • os pais regularem a própria raiva antes de intervir.

Por que funciona: a criança desafia, o adulto grita, a criança desafia mais. Quando os pais mudam a forma de responder, esse ciclo se quebra.

Mãe preocupada no sofá enquanto o filho se agita ao lado, durante uma sessão

Parent training para pais de crianças neurodivergentes

Pais de crianças com TDAH ou autismo muitas vezes aplicam com amor estratégias que funcionam para outras crianças, e se frustram quando não funcionam com o próprio filho. O treinamento de pais parte do perfil da criança:

  • entender o funcionamento do filho: o que é dificuldade e o que é “birra”;
  • rotinas visuais, antecipação das mudanças e transições preparadas;
  • instruções curtas e concretas, reforço imediato do que dá certo;
  • reconhecer a sobrecarga sensorial e diferenciar uma crise (meltdown) de uma birra;
  • corregulação: o adulto calmo empresta a calma à criança;
  • cuidar também do cansaço e da culpa dos pais.

Base científica: o treinamento de pais é recomendado como primeira linha no TDAH em idade pré-escolar e melhora o comportamento e o clima familiar também no autismo.

Personalidade

Homem preocupado conversando com a psicóloga

Transtornos de personalidade

Padrões persistentes de pensar, sentir e se relacionar podem gerar sofrimento e conflitos repetidos. Com tratamentos estruturados e uma relação terapêutica sólida, é possível construir formas mais flexíveis de viver.

Placa com as palavras Borderline Personality Disorder entre bonecos de madeira coloridos

Transtorno de personalidade borderline e diagnósticos diferenciais

No borderline, as emoções sobem rápido, muito alto, e demoram a baixar. Há instabilidade na autoimagem e nas relações, medo intenso do abandono, impulsividade, sensação de vazio e, às vezes, autolesão. A DBT foi criada para o borderline e é o tratamento com mais evidência.

Com o que pode ser confundido:

  • Transtorno bipolar: as mudanças são episódios que duram dias ou semanas, com alteração do sono e da energia, mesmo sem um gatilho; no borderline, o humor oscila em horas, quase sempre em reação a acontecimentos nas relações.
  • Ciclotimia (transtorno ciclotímico): oscilações mais leves e persistentes entre fases de mais e menos energia, por pelo menos dois anos, mais ligadas a um ritmo biológico do que às relações.
  • Transtorno de personalidade dependente: também existe medo de ser deixado, mas a resposta é submissão e dificuldade de decidir sozinho, e não raiva intensa, impulsividade ou alternância entre idealizar e desvalorizar o outro.
  • TEPT complexo e TDAH podem imitar o borderline ou existir junto com ele.

Por que isso importa: um diagnóstico errado leva a um tratamento errado. Por isso a avaliação é cuidadosa e feita ao longo do tempo.

Homem desconfiado olhando para a psicóloga durante a sessão

Transtorno de personalidade narcisista

Por trás da necessidade de admiração, da sensação de ser especial e da dificuldade em reconhecer o que o outro sente, costuma existir uma autoestima frágil, muito sensível a críticas e fracassos. A pessoa raramente procura ajuda pelo narcisismo: chega por depressão, crises no trabalho ou nos relacionamentos. Com uma relação terapêutica firme e respeitosa, é possível construir uma autoestima mais estável e relações mais verdadeiras.

Homem cobrindo o rosto com as mãos durante uma sessão com a psicóloga

Transtorno de personalidade evitante: como é na prática

A pessoa deseja muito se relacionar, mas tem um medo enorme de ser criticada, rejeitada ou ridicularizada. No dia a dia isso aparece assim:

  • só se aproxima de alguém quando tem certeza de que será aceita;
  • não fala nas reuniões, mesmo tendo boas ideias, e recusa promoções que exigem mais contato;
  • ensaia mentalmente as conversas e as revive depois, procurando erros;
  • sente-se inferior, sem graça ou inadequada diante dos outros;
  • acaba com uma vida menor do que deseja, mais por medo do que por escolha.

Tratamento: a TCC e a Terapia do Esquema ajudam a enfrentar gradualmente as situações evitadas, a reduzir a autocrítica e a construir, dentro de uma relação terapêutica segura, a experiência de ser aceito como se é.

Dor, doença, perdas e transições

Mulher com a cabeça apoiada no braço do sofá

Psicoterapia para dor crônica

A dor que dura mais de três meses, como na fibromialgia, na enxaqueca ou nas dores nas costas, afeta o sono, o humor, o trabalho e as relações; e esses fatores, por sua vez, aumentam a dor. A psicoterapia, em especial a TCC e a ACT, não diz que “a dor está na cabeça”: ajuda a reduzir o sofrimento, o medo do movimento e o peso da dor na vida, em conjunto com a equipe médica.

Casal de idosos abraçados em um banco de praça

Cuidados paliativos

Acompanhamento psicológico para pacientes com doenças graves ou sem perspectiva de cura, e para suas famílias. O foco é a qualidade de vida e a dignidade: lidar com o medo, a dor emocional e as decisões difíceis, falar sobre o que importa, despedir-se e viver o luto antecipatório, sempre em conjunto com a equipe de saúde.

Luto

A dor pela perda de alguém importante é uma resposta natural, não uma doença. Às vezes, porém, a saudade e o sofrimento continuam muito intensos por muito tempo e impedem a vida de seguir: é o que a CID-11 chama de transtorno de luto prolongado. Acompanhamos o luto para dar espaço à dor, encontrar formas de manter o vínculo com quem se foi e reconstruir a rotina. Crianças e adolescentes também vivem o luto, muitas vezes em silêncio: ajudamos a família a falar da perda de forma adequada à idade.

Homem de terno sentado no chão, com a cabeça entre os braços

Luto pela perda do trabalho

O trabalho não é só renda: organiza o dia, dá identidade (“eu sou…”), pertencimento, reconhecimento e propósito. Por isso, uma demissão, o fechamento de um negócio ou mesmo a aposentadoria podem ser vividos como um luto, com tristeza, raiva, vergonha e a sensação de não ter mais valor. Esse luto merece suporte: elaborar a perda, cuidar da autoestima e reconstruir rotina, identidade e novos caminhos.

Homem idoso de barba lendo um livro numa espreguiçadeira ao ar livre

Aposentadoria e novos hábitos na terceira idade

A aposentadoria tira de uma vez a rotina, o papel profissional, os colegas e, às vezes, a sensação de ser útil. Sem preparação, o tempo livre pode virar isolamento, sedentarismo, ansiedade e depressão.

Como prevenir: planejar a transição antes que ela aconteça; construir uma nova rotina com horários e objetivos; manter o corpo em movimento e o cérebro aprendendo; cultivar amizades e participar da comunidade, por exemplo com voluntariado; renegociar com o parceiro o tempo passado juntos; e encontrar novos projetos que deem sentido aos dias.

Neuropsicologia

Cubos de madeira formando a palavra agnosia sobre uma prancheta

Transtornos cognitivos

Alterações da memória, da linguagem, da percepção, da atenção e do movimento podem surgir após AVC, traumatismo cranioencefálico, tumores, doenças neurodegenerativas (como Alzheimer e Parkinson) ou outras condições neurológicas. A avaliação neuropsicológica identifica o que mudou, e a reabilitação ajuda a recuperar ou compensar funções e a preservar a autonomia.

Agnosias Amnésias e transtornos da memória Afasias e transtornos da linguagem Apraxias Transtornos motores Síndrome disexecutiva Transtornos da atenção Negligência espacial Transtornos visuoespaciais e visuoconstrutivos Alexias, agrafias e acalculias Comprometimento cognitivo leve Demências Sequelas cognitivas de AVC e TCE
Homem idoso de óculos com as mãos na cabeça, tentando lembrar

Avaliação neuropsicológica: Alzheimer e demências

Esquecer compromissos, repetir as mesmas perguntas, se perder em lugares conhecidos ou ter dificuldade com dinheiro e remédios são sinais que merecem investigação. A avaliação usa testes padronizados de memória, atenção, linguagem, percepção e funções executivas, comparando o resultado com pessoas da mesma idade e escolaridade.

Para que serve: distinguir o envelhecimento normal do comprometimento cognitivo leve; identificar quadros que imitam demência, como a depressão; diferenciar tipos de demência (Alzheimer, vascular, frontotemporal, corpos de Lewy), em conjunto com o neurologista e os exames de imagem; e criar uma linha de base para acompanhar a evolução e orientar a família.

Homem idoso sentado no sofá, olhando pela janela

Neuropsicologia geriátrica

Esquecimentos, lentidão ou mudanças de comportamento no envelhecimento merecem atenção. A avaliação neuropsicológica distingue o envelhecimento normal do comprometimento cognitivo leve e das demências, e orienta a estimulação cognitiva, a reabilitação e o apoio à família.

Homem maduro de óculos, concentrado diante do computador

Estimulação cognitiva no envelhecimento

O cérebro continua capaz de aprender e de se adaptar ao longo de toda a vida. A estimulação cognitiva, com exercícios de memória, atenção, linguagem e raciocínio, somada à atividade física, ao bom sono, à vida social e a aprender coisas novas, ajuda a preservar as funções e a autonomia e a construir a chamada reserva cognitiva. É indicada para quem quer envelhecer cuidando da mente, para quem começa a notar pequenas falhas e no comprometimento cognitivo leve, com programas personalizados a partir da avaliação neuropsicológica.

Mulher madura de olhos fechados, com os dedos nas têmporas

Menopausa e sintomas cognitivos

Na perimenopausa e na menopausa, muitas mulheres sentem a cabeça “enevoada”: esquecimentos, dificuldade de encontrar palavras, de se concentrar e de fazer várias coisas ao mesmo tempo. A queda dos estrogênios, os fogachos, o sono fragmentado e as mudanças de humor contribuem. Na maioria dos casos, essas alterações são leves e tendem a melhorar depois da transição, mas assustam e pesam no trabalho e na autoestima. Avaliamos o perfil cognitivo, tranquilizamos com dados concretos e trabalhamos sono, ansiedade e estratégias de memória, em conjunto com o ginecologista.

Mãos abertas sob um cérebro luminoso conectado em rede

Tecnologia na reabilitação cognitiva

Programas de estimulação cognitiva computadorizada, aplicativos de memória e agenda, auxílios externos de memória, recursos de comunicação alternativa nas afasias e ambientes de realidade virtual complementam a reabilitação neuropsicológica, com exercícios ajustados ao nível de cada pessoa e acompanhamento da evolução.

Os textos desta página têm caráter informativo e não substituem uma avaliação profissional.

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